----------- Nícolas "Pavarotti" Poloni--------- Lucas "Domingo" De Lellis -------- Thiago "Carreras" Nestor -----------
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terça-feira, 22 de março de 2011

CISNE NEGRO – MISTO DE SONHO E REALIDADE

Depois de surpreender com o chocante Réquiem para um sonho (2000), Darren Aronofsky voltou às telas com o impactante Cisne Negro.  O filme retrata os bastidores de uma cia. de balé nova-iorquina, mostrando a acirrada competição entre as bailarinas e o clima de inveja que as cercam. Atrás dos aparentes clichês, a trama é surpreendente em vários aspectos, começando pelas boas atuações de Mila Kunis e Vincent Cassel e passando bela badalada atuação de Natalie Portman.
Nina (Natalie Portman) vive exclusivamente para a dança e é superprotegida por sua mãe. Pressionada por seu mentor e coreógrafo, Thomas (Vincent Cassel), Nina terá suas habilidades postas à prova: sua insegurança e infantilidade irão comprometer a atuação no papel principal da peça. A partir disso, Nina começa um perigoso processo de maturação, retratado em cenas fortes que fazem o público sentir na pele cada arranhão, cada sangramento da personagem.
Natalie Portman fez valer a sua entrega ao personagem. Foram quase dois anos de dedicação, entre aulas de balé e laboratório com antigas estrelas de famosas cias. Mas para mim, a atuação de Natalie chega ao clímax com a ajuda da excelente trilha sonora, que cria toda a atmosfera de tensão necessária para o auge do filme. Por isso, o meu conselho é que o filme seja visto no cinema, ou com um ótimo home theater e em um volume extremamente alto.
Até o mais incrédulo dos espectadores não conseguirá sair indiferente no final dessa história, seja pelo final surpreendente ou pelo peso psicológico. O que o filme tem de melhor é a possibilidade de levar a plateia a despertar o seu “cisne negro” que pode estar adormecido. 



quinta-feira, 10 de março de 2011

Seu Jorge - The life aquatic studio sessions

O que é preciso para fazer a trilha sonora de um filme? Para o Seu Jorge foi necessário apenas um violão e um pouco de criatividade. Em “The Life Aquatic - Studio Sessions” Seu Jorge usa toda a sua versatilidade e “aportuguesa” grandes clássicos do “starman” David Bowie para o filme "The Life Aquatic with Steve Zissou". Entre as canções escolhidas estão as clássicas Starman, que o carioca usou a versão da banda gaúcha Nenhum de Nós, Life on Mars, do discão Hunky Dory de 1971 e a agitada Suffragette City. A particularidade do álbum é que Seu Jorge dá uma cara brasileira as canções de Bowie. Além da trilha, Seu Jorge também atua no filme, ele faz o marujo Pelé do Santos. Se você ficou interessado pelo filme, não perca o seu tempo, a única coisa que presta dele é a trilha sonora. 
















Uma palhinha do disco com a canção Changes.

Se curtiu o som, baixa o CD aqui.

domingo, 4 de abril de 2010

Alguns discos para ouvir antes de morrer.


Jorge Drexler – “Amar la trama” (2010)


O novo trabalho do já consagrado músico uruguaio Jorge Drexler, Amar La Trama (2010) é diferente no quesito gravação. Este disco é uma experimentação difícil de “classificar”, uma vez que não é um disco de estúdio, mas também não é um disco totalmente ao vivo. Drexler parece mais interessado no processo de criação do que no resultado final propriamente dito. E foi através dessa experimentação que ele transformou um estúdio de televisão em seu estúdio de gravação e, durante quatro dias, registrou canções ao vivo acompanhado por um grupo de músicos tocando todos juntos e, em algumas músicas, diante de uma platéia de felizardos convidados.

O resultado desta “loucura drexleriana” é uma gravação mais natural, sem aquela frieza dos discos de estúdio, e também sem aquela pressão de um disco ao vivo. Amar La Trama, como já é característica de Jorge, continua misturando elementos da música folclórica do Uruguai com uma pitada de música pop e um “q” de MPB.

Vale à pena conferir o resultado do mais novo trabalho do oscarizado Jorge Drexler

http://www.4shared.com/file/244878409/6f04c495/Jorge_Drexler_-_Amar_La_Trama-.html?s=1

Postado por Thiago "Carreras" Nestor

quinta-feira, 11 de março de 2010

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Alguns discos para ouvir antes de morrer.


Bom, inspirado no livro “1001 discos para ouvir antes de morrer”, resolvi eu criar uma lista, não de 1001 discos, até porque acho que eu não ouvi tantos discos bons assim, mas de alguns discos que eu considero interessantes para serem ouvidos antes de morrer. Começo com um disco que, confesso quando me foi apresentado, gerou uma resistência muito grande, porém depois de algumas audições com menos resistência e uma maior atenção percebi o real valor dele. O disco que está em questão, e abre a minha lista, é “Clandestino” (1998) do cantor franco-galês Manu Chao. Quem quisesse resumir em uma só palavra o Cd, encontrá-la-ia perfeitamente na palavra mistura. E essa mistura se deve, não só ao caráter musical, onde Manu mistura sons captados em suas viagens pela América Latina e África, mas também pelo mix de línguas utilizadas nas letras. Com canções em espanhol, francês (suas línguas maternas) os fãs já estavam habituados, porém Manu inova na canção “Minha Galera”, onde lista uma série de palavras em português que lhe chamavam muito a atenção. Manu Chao é no mínimo intrigante e merece ser ouvido com um pouco mais de atenção. Para os mais curiosos segue o link do cd para download.

http://nobrasil.org/0862-manu-chao-clandestino/

Postado por Thiago "Carreras" Nestor


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sem você é foda


Ter a vista embaçada, turva

perder a cor do mundo,

ficar sem destino.

É assim que eu me sinto

quando estou sem você

Meu óculos.



Postado por Thiago "Carreras" Nestor

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vinte passos para você se tornar um perfeito indie:


Este texto tem como principal objetivo (se é que podemos chamar isso de objetivo) servir de manual para você que quer tornar-se um indie. Se você não sabe o que é um indie, faço então uma breve introdução do que seria. Resumidamente o indie rock é um estilo de rock criado na Inglaterra por bandas que não conseguiam se lançarem por grandes gravadoras. Essas bandas têm todo um estilo próprio. Seguem, abaixo, 20 passos para aqueles que desejam seguir este estilo.

1. O primeiro passo, e geralmente o mais importante, é observar bem alunos dos cursos considerados estranhos como o Jornalismo e preferencialmente os estudantes de letras. Nesses cursos encontramos uma porrada de gente que pode ser considerada Indie.
2. Tenha sempre um ar blasé (é um olhar de indiferença que mistura tédio com uma certa dose de superioridade) em seu rosto e lamente ter nascido na década errada.
3. Use oclinhos quadrado de acetato (aqueles óculos com o aro mais grosso).
4. Use sempre all-star e alguma camiseta de banda. Se não gosta de all-star, um adidas retro já quebra o galho.
5. Use sempre roupas um pouco mais curtas e coladas ao corpo. (mas não exagere na roupa colada).
6. Use bottons e chaveiros engraçados
7. Navega pela net em um mundo de sites e blogs de bandas independentes ou pelo site daquela super banda de rock da Bósnia que são considerados os novos Strokes
8. Tenha no mínimo 10GB de música em seu computador (preferencialmente músicas que ninguém conheça)
9. Não desgrude de seu mp3 player mesmo quando você ta batendo um papo com um amigo, permaneça com o fone no ouvido.
10. Faça air-guitar em público durante as músicas que você mais curte
11. Compre discos de vinil sem nem mesmo ter onde ouví-los
12. Não pegue ninguém, ninguém mesmo, se faça um pouco de coitado, porém no fundo orgulhe-se disso. CUIDADO: este item é o mais perigoso de todos, o exagero pode deixar você com fama de EMO.
13. Seja conhecedor (ou pseudo-conhecedor) de literatura, mas nunca, em hipótese alguma elogie os best-sellers atuais. Os resumos encontrados facilmente no Google sempre ajudam nesse item.
14. Indique e grave cds com aquele monte de músicas “super legais” de bandas que nunca ninguém jamais ouviu falar e dê aos seus amigos. Este item geralmente dá problemas, uma vez que os seus amigos (e acreditem, eles vão) devem recusar esses presentes.
15. Indique os seus blogs com “achados musicais” no seu nick do MSN.
16. Pareça politizado ou ligado na situação econômica atual, mas nunca o seja, apenas pareça ser, e tente evitar tais tipos de conversa. Os Indies não gostam de política. Deixe isso com os estudantes utópicos de História ou Ciências Sociais.
17. Um corte de cabelo estiloso, ou mesmo a falta dele, ajuda a ganhar pontos importantes, porém é um campo muito arriscado. Se você exagerar será facilmente confundido com algum EMO.
18. Ao tirar fotos, tente sempre tirar fotos desfocadas ou abstratas. O photoshop ajuda a dar aquele efeito melancólico. Use-a no MSN, com uma frase de impacto, que você extraiu de uma das músicas daquela sua banda preferida da Bósnia.
19. Nas festas, prefira sempre os cantos, se for conversar com alguém prefira sempre algo “Cult” do tipo cinema da década de 50. Quando tocar Franz Ferdinand faça seu air-bass discretamente.
20. Tenha preferencialmente algum problema psicológico e freqüente algum doutor que trate desses problemas. Se não o tiver, freqüente o médico mesmo assim e faço com que todos seus amigos saibam disso. Um antidepressivo na cabeceira da cama também é bem indie. E faça bom proveito.

Postado por Thiago "Carreras" Nestor

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Imprecadora (Somente leitura)


A IMPRECADORA


Sou puta, sim, puta e anti-social
mas chupo o dedo sem unha
com boca de pelúcia

Podem vir, que venham
todos os síndicos e o padre viado
fabricante de mendigos
o importador de anões

Pode vir a negranhada
os homens-fêmeas
a indiarada, os baianos
judeus, nordestinos
o lixo, a bosta, o esgoto

Passaram antraz na minha boca
na minha gengiva
torturaram meu rosto
minha arcada dentária
seios nádegas olhos nariz
queixo pescoço garganta
cérebro ânus vagina
comeram toda a carne do meu corpo
vodu na boca lábios gengiva

Enfia o farol na buceta
da puta-mãe de vocês
no cu da puta vaca
da tua mãe-esgoto

Sou eu aqui
dormindo na rua
saia verde camisa preta
Todos precisam de mim

[Do livro Baque, 2007]

O psicólogo Fabio Weintraub tem um destaque no cenário da poesia modera. Sua poesia tem como principal característica a reflexão social. Em “A imprecadora” notamos a presença de uma temática nada “adequada” no fazer poético, porém, muito questionadora para o social. Inadequada no sentido de tratar como tema uma puta, sim, uma puta; uma daquelas mulheres que “alugam” o seu corpo por pouco (ou nem tão pouco assim) dinheiro. Aquela mulher que fica a margem, que é discriminada, negada pela sociedade. Todos sabemos da presença dela, e, ínsita o autor, todos usufruímos dos seus “dotes”. A poesia de Fabio causa um desconforto (diferentemente de outros autores) convida o leitor a pensar, a questionar esta sociedade que, suga, que usa os principais atributos das pessoas, sem o mínimo de sentimento, nem mesmo gratidão. É esse o questionamento em “A imprecadora”. Cabe a nós, leitores, perceber quem é “a imprecadora” em nossas vidas, pode ser o cobrador do ônibus, o empacotador no mercado, o lixeiro, todo aquele que pensamos não nos ter valor nem merecimento de nossa atenção. É para mim, a reflexão deixada por Fabio Weintraub em “A imprecadora”.

Postado por Thiago "Carreras" Nestor

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Arte e Poesia

Definir ou conceituar "Poesia" é uma tarefa que pode ser considerada praticamente impossível, tanto é que, para Platão a poesia era algo divino. Segundo ele, nenhum ser – humano era capaz de criar poesia. Ela surgia no instante em que o poeta, possesso e inspirado por um deus, escrevia os seus belos poemas. Os poetas de hoje em dia já não acreditam mais na “definição” de Platão. Ao perguntarmos para qualquer poeta, “o que é poesia?” ele nos responderá: “90% transpiração e 10% inspiração”. Na poesia, cada palavra tem seu papel não apenas por seu significado, mas também por seu ritmo, pela sua sonoridade, pela forma como se relaciona com as outras palavras. Fatos esses que tornam a tarefa de conceituar poesia uma complicação. O poeta busca inspiração em tudo que o rodeia, assim como o artista plástico. É comum vermos obras de arte inspiradas em poesias e poesias inspiradas em obras de arte. Isso ocorre pura e simplesmente porque a poesia também é arte. É uma arte diferente, lida com a palavra, ritmo, porém é tão trabalhosa quanto todas as outras, requer disciplina, esforço e muita sensibilidade para que o trabalho seja eficiente. Creio que essa dificuldade de definir o que é poesia é que a torna tão fascinante.

Por Thiago "Carreras" Nestor